História Antonio Stefani
Fabrizio Calil Stefani 03 de outubro de 2024 Atualizado: 30 de outubro de 2024
Antonio Stefani (Antonio Giulio Maria Junqueira Gallo Stefani, 10 de março de 1951, nascimento em Roma — 15 de dezembro de 2020, faleceu em Ribeirão Preto) foi um famoso arquiteto italiano e figura de ponta na cultura, história e construção da cidade de Ribeirão Preto. As obras de Antonio Stefani revelam um estilo único e individual e estão em sua maioria na cidade de Ribeirão Preto.
Filho de Margarida Maria Junqueira Gallo e Luigi Stefani, filho de uma Brasileira e um Italiano, sempre teve muito amor e carinho pelo Brasil. Foi o arquiteto, Adido Cultural, italiano, imigrante no Brasil onde recebeu honrarias e títulos, que viveu de 1951 a 2020. Antonio herdou o nome do avô paterno, general da aeronáutica italiana, Antonio Stefani, que combateu na primeira e segunda guerras mundiais. Também seu pai Luigi Stefani foi general do exército (“Generale di Corpo d’Armata Luigi Stefani”(1988 – 1991)) e combateu na Segunda Guerra Mundial. Já sua bisavó materna era a Iria Alves Ferreira, conhecida como “a rainha do café”, durante as duas primeiras décadas do século xx.
Destaco em suas obras a implantação em Roma de hospital modular, em conjunto com Giulio De Luca, em Roma; trabalho em conjunto com Kenzō Tange e De Luca, na concepção de desenho urbanístico do “Centro administrativo” (Direzionale) de Nápoles; Trabalhou em reconstrução de área que sofreu com terremoto em desastre de Avelino, ajudando na linha de frente da reconstrução das regiões que sofreram com o desastre. Em Ribeirão Preto, revitalizou o centro histórico da cidade o protegendo e criou o conceito de eixo histórico, sendo projetista responsável pela concepção do Calçadão. Atuação na formação do parque ecológico do Cilento (um dos maiores da Europa e constituído há 20 anos ), no qual escrevia com frequência sobre no site oficial da região do Cilento – Itália. Participou do projeto da maioria dos edifícios verticais do Centro de Ribeirão Preto e Criação do maior parque linear da cidade na zona Leste, viabilizando a expansão urbana da cidade para tal região.
Como adido cultural da Itália, trouxe a ópera La Traviata para Ribeirão Preto, organizou a primeira Festa da comunidade italiana, em Ribeirão Preto. Como reconhecimento por todos esses feitos culminou com a honraria com o título de cidadão honorário ribeirão-pretano.
Antonio Stefani - Na Itália
Formado em arquitetura pela Universidade de Roma “La Sapienza”, conhecida como ” facoltà la sapienza “, em Roma, com nota máxima e louvor, “110 Al Lode in più il plauso”, termologia para nota máxima com honrarias no TCC na Itália, no ano de 1979. Trabalhou por vários anos na Itália como arquiteto projetista, em diversos setores, dos quais durante a década de 80, quando trabalhou em conjunto com os arquitetos Kenzō Tange e De Luca, na concepção urbanística do `Centro administrativo de Nápoles.


Em 1981, trabalhou também na reconstrução de áreas terremotadas anos 80, Avelino. Ajudando diversas cidades italianas a se reerguer após uma catástrofe sísmica ter ocorrido na região.
O terremoto de 23 de novembro de 1980 que destruiu 362 mil casas com 2 mil 914 vítimas, 8 mil 848 feridos, além dos 280 mil deslocados nos 688 municípios afetados em três regiões – Campânia, Basilicata e Puglia.


Participou do Projeto Denominado sistematização e reforma do bairro “mostra dòltre mare”, em Nápoles (com centros esportivos e coletivos), parceria com Giulio de Luca e Kenzo Tange. Passou a trabalhar em conjunto com Kenzō Tange e De Luca, na concepção de desenho urbanístico do “Centro administrativo” (Direzionale) de Nápoles.
Prestou assistência cenográfica como designe aos cenarios de Beppe Mangagno e Giovanni Giovagnoni, aos diretores de cinema Roberto Rossellini e Jirges Ristum, no filme “Anno Uno”no estudios de cineme “Cinecità”em Roma.
Em 1987 mudou-se para o Brasil, continuando com escritório de arquitetura na Itália e abrindo um escritório no Brasil.


Antonio Stefani - No Brasil
Grande parte da obra de Antonio são marcadas pelas suas grandes paixões: arquitetura, natureza e Itália. Stefani dedicava atenção aos mais íntimos detalhes de cada uma das suas obras, incorporando nelas uma série de ofícios que dominava: marcenaria, serralheria, pintura, escultura e cultura. Introduziu a ideia de arquitetura do significado onde lecionava, para ele uma obra de arquitetura do tamanho que fosse trazia com sigo a responsabilidade social e cultural de abranger a necessidade de trazer a tona os aspectos presentes em sua regionalidade, assim sendo o arquiteto tinha para Antonio não só a responsabilidade visual de designe mas também uma responsabilidade social e cultural imensa.
No Brasil, graduou-se pela USP de São Paulo, revalidando seu diploma italiano em arquitetura. Atuou como professor de planejamento arquitetônico, na Faculdade Moura Lacerda, em 1991.
Participou e promoveu a defesa , preservação e recuperação do Teatro Pedro II , de Ribeirão Preto, através da mídia , debates, projetos e manifestações -” Ponha a boca no trombone”. Na época queriam derrubar o edifício do Teatro e da Choperia Pinguim para dar lugar a um estacionamento de um banco, os protestos evitaram que isso acontecesse e até hoje são dois edifícios marcos da cidade, Tombados como patrimônio histórico. Venceu, neste mesmo ano, 1991, o concurso para revitalização do centro de Ribeirão Preto (criação do Calçadão). trazendo, assim, da Europa, a concepção do eixo histórico da cidade de Ribeirão Preto, o qual foi protegido desde então.
Foto ao lado de casa de alto padrão projetada pelo grande arquiteto.
Em 1989, casou-se com Roberta Vieira Calil, filha de Francisco Rubens Calil e Carmem Lucia Vieira Calil. Em 1993, tiveram, em seu casamento, os trigêmeos, Fabrizio Calil Stefani, Lorenzo Calil Stefani e Luigi Calil Stefani. sempre presaram muito a família e, quando podiam, levavam seus filhos a visitar seus avós paternos na itália, onde viviam.
Projetou para conceituadas construtoras e clientes particulares, para construção de prédios e residências , bem como centros comerciais e outros, em mais de 30 anos de Brasil. Destaca-se o Edifício Gabarra Barbieri, Edifício Villagio Savona, Edifício Luiz da Cunha Residence, Edifício Fontana di Trevi, Clube Dante Alighieri, Consulado Italiano de Ribeirão Preto, Concepção do Galpão comercial da a Modelar, entre outros projetos, em que teve participação. trabalhou em sociedade com o renomado arquiteto Sergio Coelho, com a empresa Desarch Architema.
Recebeu o Título de adido cultural do consulado da Itália de São Paulo, em Ribeirão Preto, em 2001. Junto ao consulado italiano e a universidade per stranieri di Perugia (Itália), viabilizou e realizou o curso de formação de professores de língua italiana nas escolas. Posteriormente, através de acordo com o Ministério italiano da Educação e Prefeituras Brasileiras, instituiu o curso de formação de professores da rede municipal, em língua italiana, para que ensinassem o idioma em escolas públicas.
Como adido cultural da itália, também viabilizou e realizou a apresentação da ópera ” la traviata”, no Teatro Pedro II, tendo projetado e construído a sede do vice consulado italiano de Ribeirão Preto, neste mesmo ano.
Foi nomeado diretor cultural da sociedade Dante Alighieri e viabilizou a festa da comunidade italiana, junto a esta sociedade e a câmara municipal de Ribeirão Preto. Organizou a primeira Festa da comunidade italiana, Primeira festa Itália de Ribeirão Preto, na 5a edição da feira do livro de Ribeirão Preto, em 2004. Conseguiu que fosse aprovada anualmente, como lei 10.824 de julho de 2006, pelo vereador G. de Abreu e prefeito W. Gasparini, a ” festa da cultura italiana”.
Em 2010 e 2015, foi diagnosticado com câncer, contra os quais lutou e venceu, tendo feito quimioterapia. mostrou sua resiliência e superação.
Colaborou como arquiteto consulente junto à Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil) de Ribeirão Preto. Colaboração atestada em processos para viabilização da expansão zona Leste – Ribeirão Preto.
Mantendo sua motivação e ideologia ecológicas já expressas na Itália, através de várias ações como sua atuação na formação do parque ecológico do Cilento (um dos maiores da Europa e constituído há 20 anos), abraçou no Brasil a defesa da nascente da lagoa do campo do aquífero Guarani, retirada do lixão da zona leste em Ribeirão Preto, área de APP (Área de Preservação Permanente) , há anos degradada, esbulhada e destruída. Defendendo com todos os meios a recuperação desta área, apresentou também projetos e soluções para a formação de um grande parque ecológico, incluindo a tal lagoa, nascente e APP, para preservar e salvar definitivamente esta área e seu delicado ecossistema. Este estudo está em andamento juntamente esperando as soluções urbanísticas da zona leste de Ribeirão Preto. Vale ressaltar que a viabilidade da construção do Parque e loteamento se deu após anos de luta, o qual destaco o acordo de cavalheiros com SARI (Sociedade Amiga do Recreio Internacional) e Processo de expansão urbana da cidade para zona leste.
Em 2012, por muitos benefícios de progresso e benfeitorias que trouxe à cidade, recebeu, como reconhecimento, o título de cidadão honorario ribeirão-pretano. Momento foi eternizado no programa de Neusa Bighetti exibido no dia 06/05/2012.
Em 2014, em conjunto com a construtora MRV viabilizou a expansão urbana da zona leste de Ribeirão Preto com seu projeto que une o maior parque linear de Ribeirão Preto e a Revitalização da Região, com retirada do lixão e plantio de árvores e áreas verdes em seu local, ciclofaixa e o conceito de cidade inteligente que trouxe da Europa.
Em 2018, lançou em parceria com a MRV, o Reserva Real, bairro planejado de autoria urbanística do arquiteto Antonio Stefani, bairro que une ciclofaixas e praças planejadas, pensando sempre na população local, com o conceito de portarias que se controlam frontalmente com um parque ao centro, conceito utilizado nas cidades inteligentes, para maximalizar o aproveitamento e qualidade dos espaços.
Em 2019, iniciou projeto de expansão da zona leste com parceria com a Urba, será o primeiro Smart-Urba[33] do interior de São Paulo, onde se incorpora o conceito de cidade inteligente neste projeto urbanístico mais uma vez, as quais destaco as benfeitorias da concepção do maior parque linear de Ribeirão Preto, que seguira ao longo de todo loteamento e seus parceiros, sendo um dos maiores parques lineares do Brasil.
Em 15 de dezembro de 2020, Dia do Arquiteto, faleceu, com 69 anos de idade, acometido por complicações hospitalares.
No ano de 2022, foi lançado o livro “Gocce di Memoria”, Gotas de Memória, uma coletânea de poesias , escritas por Antonio Stefani, em diversos anos.
Neste mesmo ano de 2022, sua família conseguiu realizar o seu desejo de ser enterrado na Itália junto aos seus familiares, que são seus pais Margarida Junqueira Gallo , Luigi Stefani e sua irmã Silvana Gallo Stefani, enterrados no cemitério de Marina di Camerota, Cilento, Itália.
Em 2023, está sendo homenageado pela construtora VIVARE, por seu filho Fabrizio Calil Stefani, em sua linha Signature, onde seu residencial de 9 andares, levara o nome Residence Antonio Stefani, em homenagem a este grande homem, e arquiteto.
Calçadão e Centro Histórico de Ribeirão Preto


Com projeto de 1991, equipe formada pelos arquitetos Antonio Stefani, Cintia Maria Lima, Fátima Regina de Souza, Sérgio Coelho, Constantino Sarantopoulos, Maria Lúcia Valle Soubihe, e Vânia Ghosson em seu projeto inicial seria feito em mosaico português. Projeto consistia em pirâmide no centro da praça Carlos Gomes, pirâmide na praça Carlos Gomes, piso de mosaico português em todo seu trajeto e cabeamento subterrâneo para iluminação.
Segue compilado de destaques de jornais e revistas de época, para contar um pouco da história de Ribeirão Preto e do arquiteto Antonio Stefani, obrigado a família do Antonio por ter cedido com exclusividade os jornais ao grupo Signature. Obrigado Família Stefani ao Jornal.


Segundo entrevista publicada pela linha Signature em 5 de janeiro de 2023, o arquiteto Sergio Coelho ponderou a dificuldade de vencer esse projeto em conjunto com o Arquiteto Antonio Stefani, e acrescentou ele:
“Esse misto cultural Italiano de sua formação, onde ele trazia a formação muito mais técnica e cultural da Itália ajudou muito no projeto”.
Vale ressaltar a história de como se conheceram e como inusitado que foi esse contato, nas palavras de Sérgio:
“‘Na época eu estava vendendo um carro e coloquei como uma brincadeira no Jornal, arquiteto vende carro, nos classificados; Antonio a procura de um novo carro marcou data para ver o veículo; do encontro não deu em venda, mas surgiu uma amizade e sociedade e parceria.”






“Infelizmente a maioria do projeto separado em 3 fases de execução não foi concluído sendo apenas a primeira fase completada.” Completou ele. Sendo: Fase 1 – Cabeamento subterrâneo, Fase 2 – Piso de época colonial, Fase 3 – Pirâmide de Vidro com estacionamento subterrâneo na praça e míni mall.
Em outra entrevista da linha Signature, publicado em 36 de setembro de 2024, Edson Seixas Forni, engenheiro civil participou ao projeto conta um pouquinho sobre como foi a experiência de trabalhar com Antonio Stefani no projeto do Calçadão. Sobre o projeto contou como a formação Europeia e vivência de arquiteto italiano ajudou a preservar o eixo histórico de Ribeirão Preto.








Em entrevista publicada pela Linha Signature em 20 de março de 2024, Mário Perrotta conta um pouquinho sobre suas vivências com Antonio Stefani, e sobre as conquistas na difusão da cultura Italiana em Ribeirão Preto conseguidas em conjunto, em suas palavras:
“Com Antonio Stefani conseguimos trazer a primeira festa Itália a Ribeirão Preto, o consulado, e a Travita, pois ter La Traviata em Ribeirão na época era muito importante.”
Muito Amigo de Antonio, Mario presidente da Dante Allighieri, sociedade de Italianos do Brasil.
Traduzido das palavras de Dante:
“Muito amigo, metade Romano metade Napoletano, mas com coração napoletano.”




Antonio Stefani - Principais Obras
Em 1980 a 1987 Trabalhou no Hospital Suspenso Modular em Roma, conceito inovador na época de se construir hospitais em módulos construtivos hospitais pela Europa possibilitando ampliações futuras, implementado em conjunto com Giulio de Luca nos anos 80 em Roma, no projeto piloto em hospital da cidade. Participou do Projeto Denominado sistematização e reforma do bairro “mostra dòltre mare”, em Nápoles (com centros esportivos e coletivos), parceria com Giulio de Luca e Kenzo Tange. Passou a trabalhar em conjunto com Kenzō Tange e De Luca, na concepção de desenho urbanístico do “Centro administrativo” (Direzionale) de Nápoles. Na Itália trabalhou em restruturações de casas e monumentos históricos nas cidades afetadas até 1998 quando fechou seu escritório na Itália.




Em Ribeirão destaco a defesa , preservação e recuperação do Teatro Pedro II. No Meio ao manifesto Ponha a Boca no Trombone onde o Arquiteto na época professor do Moura Lacerda no curso de arquitetura, junto a Alunos e outros professores luram pela preservação dos três edifícios históricos: hoje Pinguim, teatro Pedro II e Centro Cultural Palace.
Certa vez um arquiteto italiano sentou-se em reunião com a prefeitura, onde encontrava-se o prefeito, na época os Biagi e também muitos profissionais da área e desenhou uma cruz no papel do mapa da região a ser revitalizada.
Viabilizou o Eixo Histórico de Ribeirão Preto, conhecimento da formação Europeia.
Com seu jeito de professor explicou a cada um deles que em uma das extremidades da cruz estava a cultura, representada pelo teatro; na cabeça da cruz estava o comercio, motor de crescimento da cidade; na outra extremidade da cruz estava o governo, representado pela prefeitura; e nos pés da cruz estava a religião representada pela catedral municipal da cidade.
Finalizou ele, este é o eixo histórico de vossa cidade, o qual diziam não existir e devem proteger.


1987 – Edifício Luiz Cunha – Projeto minimalista, no centro de Ribeirão Preto, inovador para época. – Edifício de 10 pavimentos localizado no centro de Ribeirão
1987 – Edifício Paladium- Projeto minimalista, no centro de Ribeirão Preto, para época foi um salto para o futuro do centro. – Edifício localizado no centro de Ribeirão
1988 – Edifício João Ramalho – O edifício João Ramalho. Com sua bela fachada, contornada pela varanda e seu elemento viga curva inovadora para época.




1990-1991 – Condomínio Villagio Savona – Edifício Villagio Savona remetendo ao neoclássico com pegada para o clássico com pilares a mostra na entrada, o Arquiteto Antonio Stefani, no presente projeto além do designe voltado ao clássico histórico, houve preservação de antigo terraço histórico, local de encontro da época, anos 70-80, o qual foi retirado para construção e relocado no local na entrega da construção sobre os pilares entrada do edifício. Demonstrando o pensamento transcendental do arquiteto onde a construção teria um proposito maior no todo.
Em conversa com Eduardo Maestro em 2024 construtora do edifício: “Foi o primeiro prédio com a ideia diferente de preserva a história onde na fachada foi reutilizado antigo terraço de época, ponto famoso em Ribeirão.”


1991 – Eixo Histórico Ribeirão Preto, Calçadão – O conceito de eixo histórico da cidade englobava quatro pilares, o primeiro a Governança (Governo) representado no centro pela prefeitura, o segundo, Religião, Representado pela catedral metropolitana, o terceiro, Cultura, Representado pelo Teatro Pedro Segundo, e o quarto, Comércio, com bancos e lojas, surgia o Calçadão de Ribeirão Preto. Projeto de lei aprovado em 1992.
1994 – Edificio Gabarra Barbieri – Edifício Gabarra Barbieri, primeiro edifício com elevador panorâmico de Ribeirão Preto, o arquiteto trouxe a inovação no projeto moderno, com plantas inteligentes, e pensando sempre no entorno do empreendimento.


2000 – Vila Romana- Primeiro conceito casa apartamento, onde os apartamentos modulares tinham três áreas de janelas em três faces individuais, não sendo geminados com os vizinhos. Parceria com a Modelar.
2001 – Edifício Fontana Di Trevi – Edifício Fontana di Trevi, Centro, Ribeirão Preto, Plantas inteligentes, marca registrada arquiteto, Nomes Italianos em seus empreendimentos.
2003 – Consulado Italiano Ribeirão Preto – Reforma Consulado Italiano, em 2003, de Ribeirão Preto, Ubi italia Ibi italicus, famosa frase escrita e sugerida pelo arquiteto na fachada do latim: onde se tem um italiano se tem a Itália.






2004 – Condomínio Villaggio Modena- O Condomínio Villaggio Modena foi um dos primeiros empreendimentos erguidos no Jardim Nova Aliança, e trata-se de um condomínio extremamente versátil, com uma proposta inovadora, principalmente para os padrões da época de sua inauguração dotado de um Mall de apoio ao condomínio, em parceria com o arquiteto Sergio Coelho, nome italiano era uma marca do Antonio.






2004 – Consulado Italiano Jundiaí – Reforma Consulado Italiano Estilo Neoclássico marcante do arquiteto.
2005 – Casa Condo Park Monterey – Projetada pelo arquiteto Antonio Stefani, a casa de alto padrão construída no Condomínio Monte Rei, em Ribeirão Preto conta com a união do clássico e novo, contando com ampla área de lazer, piscina com entrada submersa para sauna e o estilo que lembra muito o das vilas italianas do centro-sul da Itália.
2008 – Casa Jundiai – Projetada pelo arquiteto Antonio Stefani, a casa de alto padrão construída Jundiaí conta com a união do clássico e novo, marca registrada do arquiteto, contando com ampla área de lazer, piscina com cobertura retrátil, capela, fonte e o estilo que lembra muito o das vilas italianas do centro-sul da Itália.




Mediante muitos feitos em prol do progresso de Ribeirão Preto e da transformação da paisagem urbanística da cidade, recebeu, em 2012, como reconhecimento, o Título de Cidadão Ribeirão-pretano, sendo homenageado pela Câmara Municipal de Ribeirão Preto. Em respeito e honra às tradições e culturas italianas, juntamente com a ”Società Dante Alighieri”, da qual era diretor cultural, idealizou e promoveu a primeira “Festa da Comunidade Italiana”, em Ribeirão Preto. Atuou, junto à Società Dante Alighieri e à Câmara Municipal de Ribeirão Preto, para a aprovação da lei que instituía, anualmente, a “Semana da Cultura Italiana”.
2017-2018 – Bairro Planejado Reserva Real – Em 2018, lançou em parceria com a MRV, o Reserva Real, bairro planejado de autoria urbanística do arquiteto Antonio Stefani, bairro que une ciclofaixas e praças planejadas, pensando sempre na população local, com o conceito de portarias que se controlam frontalmente com um parque ao centro, conceito utilizado nas cidades inteligentes, para maximalizar o aproveitamento e qualidade dos espaços. Bairro Reserva Real, bairro planejado de autoria urbanística do arquiteto Antonio Stefani, bairro que une ciclofaixas e praças planejadas.


Em Publicaçào da Linha Signature de 26 de dezembro de 2023, Fabio Scandar, diretor de desenvolvimento urbano da MRV, conta um pouquinho sobre o projeto Reserva Real, desenvolvido e implementado em conjunto ao arquiteto Antonio Stefani, em suas palvras:
“Projeto que alcançamos em conjunto, sendo implementado maior parque aberto da região integrando a natureza e o meio urbano.”
2019 – Parque Linear Fazenda Margarida – Em 2019, iniciou projeto de expansão da zona leste com parceria com a Urba, será o primeiro Smart-Urba do interior de São Paulo, onde se incorpora o conceito de cidade inteligente neste projeto urbanístico mais uma vez, as quais destaco as benfeitorias da concepção do maior parque linear de Ribeirão Preto, que seguira ao longo de todo loteamento e seus parceiros, sendo um dos maiores parques lineares do Brasil.
Em 2024, ganhou mais uma Honra, recebeu o nome de uma rua no Bairro Jardim Olhos d`agua de Ribeirão Preto. No decreto de 10 de setembro de 2024, Rua B do loteamento JARDIM OLHOS DAGGUA IV, recebera o nome ANTONIO STEFANI.
Em seus muitos anos de Brasil, construiu uma carreira de respeito e constituiu uma bela família. Casou-se com a brasileira Roberta Vieira Calil, com quem teve trigêmeos: Luigi, Lorenzo e Fabrizio. Hoje, Luigi é arquiteto, como o seu pai, Lorenzo é advogado e Fabrizio é engenheiro civil e administrador. Em que pese a sua vida no Brasil, uma parte do seu coração estava na Itália, em Marina di Camerota , cidadezinha de mar, que foi inspiração para muitas de suas poesias. O sentimento de patriotismo italiano, o amor pela Itália, sua comida, sua arte, seus perfumes e suas belezas eram indefectíveis dentro de seu peito. “Minha praia, meu mar, minha casa, minha terra”, palavras que sempre dizia, com muito carinho. Antonio Stefani não está mais entre nós, está perto do Senhor, mas nos deu o privilégio de viver tantos bons momentos juntos, que são agora lembranças maravilhosas. Deixou-nos essas lindas poesias no Livro Gotas de Memória cheias do seu sentimento e que nos aproximam dele. A sua família sempre foi o seu bem mais precioso! Gratidão eterna ao nosso querido e amado Antonio, Toto, pai! Você estará sempre em nossos corações! Fatima, Roberta, Luigi, Lorenzo e Fabrizio.

