Coluna sobre o Patrimônio Histórico de Ribeirão Preto
Luigi Calil Stefani 25 de outubro de 2024 Atualizado: 30 de outubro de 2024
As Estações Barracão (Endereço: entre a avenida Dom Pedro e a rua Rio Grande do Sul, Ano de tombamento: 1982), Silveira do Val, Evangelina e Joaquim Firmino são as únicas que ainda existem, sendo a Barracão a única dentro da área urbana.
Sobre locomotivas, atualmente a cidade possui duas remanescentes: a 420 da Mogiana e U.S. Amália. Destes veículos, a Amália foi enviada para Campinas em 2019 onde passará por um processo de restauração para assim ser mantida de forma estática no interior do parque Maurílio Biagi. Já a 420 quase teve um destino parecido em 2017 quando seria transportada para Salto, porem na última hora a justiça acabou impedindo a saída da locomotiva ao lado da estação ferroviária no Jardim Independência.


Ribeirão Preto nunca foi grata as ferrovias. As mesmas que ajudaram a trazer desenvolvimento e sonhos de imigrantes em terem uma vida melhor, hoje agonizam enquanto aguardam debates demagogos de políticos e “especialistas” e sem profundidade sobre o que fazer com este “monte de velharias”. Criam dificuldades e empecilhos desnecessários ignorando todo o valor histórico destas estruturas, enquanto a população precisa suportar imóveis deteriorados e sem uso.
Apesar dos antigos trilhos já não serem mais usados para o transporte de passageiros ou de carga, pelo menos nossas antigas estações e locomotivas deveriam ser restauradas para que sirvam de guias as futuras gerações e assim possam entender como o transporte ferroviário foi importante para Ribeirão Preto. Ignorar as ferrovias, é ignorar o nosso próprio passado.


Sobre alguns elementos arquitetônicos, as estações Barração misturam elementos sóbrios e linhas simples e com ornamentos que possuem função estrutural. O Frontão ressaltado, mas sem volutas, com dentículos e pilastras coroando as formas que se sobrepõe, tendo pináculos que marcam bem o frontão. O telhado é simples, duas águas, em telha cerâmica, com mão francesa para sustentar o seu beiral prolongado onde seria o espaço de espera pelo vagão do trem. Um roda meio em pedra faz contraste com a parede em tijolos que é um dos elementos mais marcantes da edificação..



